quarta-feira, 10 de março de 2010
Partido Republicano
Apesar de colocarmos a tónica em Portugal, quando falamos de partido republicano, podemos encontrar a origem do movimento noutros espaços nomeadamente em França ou nos EUA.
terça-feira, 9 de março de 2010
Potencialidades e limitações do blog
Considero esta ferramenta muito interessante. Permite comunicar e partilhar pontos de vista e as possibilidades são quase ilimitadas; o público é vasto e o espaço é o planeta, pelo menos que saibamos. A questão é saber o que devemos comunicar e partilhar sem consumir demasiado tempo aos outros.
Os limites são os que decorrrem do bom senso,da ética e dos valores que a humanidade consagrou como universalizáveis.
Os limites são os que decorrrem do bom senso,da ética e dos valores que a humanidade consagrou como universalizáveis.
Políticas de ontem e de hoje

Nos últimos meses, a propósito de mais um atentado ao direito e às liberdades públicas, designadamente às liberdades de expressão, tem-se debatido em diferentes formatos, a questão da liberdade de imprensa.
Não é a primeira vez que dou por mim a fazer paralelismos com o passado, um passado próximo quando se pôs fim a um regime secular, sustentado pelo costume e pela Igreja, um passado que produziu a revolução – a republicana. Não é dela que quero falar-vos mas antes de um tempo anterior, que lhe é próximo e que os defensores das liberdades individuais, seguindo a melhor tradição do pensamento liberal, souberam contestar. Fizeram-no na imprensa, nos cafés e nos clubes, e apesar das leis “da rolha” que a monarquia manteve de forma persistente (pelo menos desde que o duque de Ávila e Bolama encerrou, por decreto, as Conferências do Casino) prepararam a mudança.
Quando a monarquia limitava as liberdades aguçava-se a crítica que procurava colocar Portugal no caminho que a Europa abrira no final do século XVIII “A época é de liberdades que devem dominar em todas as reformas (…). Cortar as liberdades é não só atentado contra o direito, mas é o caminho mais perigoso e nefasto para conseguir a tranquilidade pública”
Apesar da pressão política, publicou-se, denunciou-se, mobilizou-se uma incipiente opinião pública e, operacionalizou-se a revolução.
Aprendi bem que quem não conhece o passado permanece condenado a repetir os seus erros e lembrei-me das clientelas políticas que o poder serve hoje, dos atropelos a direitos individuais e a liberdades públicas e da última grande revolução que este ano comemora 100 anos.
Em História 100 anos não são muito tempo.
Muito a propósito das questões que aqui levantei, Chamo a vossa atenção para a imagem no início da página, em jeito de iluminura. É um postal lustrado de 1911 e mostra-nos uma gloriosa imprensa, muito repúblicana. República ainda temos mas a imprensa parece-nos, hoje, menos gloriosa.
Ver: Origem do Partido Republicano Português
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